Flauta Nativa Americana - WAYAZO TANKA OU SIYO TANKA
Uma flauta única que surgiu das pradarias, planices e borda de mata, do território norte americano. Sua origem como NAF ainda um mistério. Seu som doce, acalma e tranquiliza. Era chamada pelos nativos de Flauta do Coração, por expressar o sentimento de quem toca. Assim supondo que o tom natural usado naquela época se aproxima de Fá ou Fá# pois é a frequência do Chackra Cardíaco. Flautistas renomados e pioneiros de costume usam essa afinação F#. É possível que haja uma relação com o povo Hopi ou Pueblos, donos das flautas Anasazi, flautas achadas em suas antigas estruturas. Somente os ventos sabem dizer, o mistério dessas flautas e sua real origem, que seja guardado sobre o sopro do Grande Espírito.
Conhecida também como Wayazo Tanka ou Siyo Tanka, a Flauta Nativa foi difundida pelas tribos Sioux (ou como também são chamados, Dakotas ou Lakotas) do norte dos Estados Unidos. Recebeu um papel importante no meio magístico, sendo utilizada nas rezas sagradas, processos de cura e outros infinitos tipos de rituais.
Sua origem pura ainda é desconhecida e misteriosa, pois trata-se de um dos instrumentos mais antigos da humanidade.
Seu som é suave, mas carrega características forte, marcante, o que lhe torna um instrumento único, particular na sua sonoridade. Sua identidade raiz continua sendo carregada pela sociedade de hoje, pois mesmo nos tempos modernos, a NAF é voltada para fins magisticos, espirituais, proporcinando a cura atravéz do toque, sendo um potencializador do bem estar, com resultados terapeuticos para seus praticantes. Por ser um instrumento muito atraente, de sonoridade muito agradável e de fácil aprendizado, a Flata Nativa Americana é usada por todas as idades e culturas diversas.
Um pouco da história da flauta nativa
americana
Atribui-se a origem da flauta nativa americana as culturas mais antigas dos indígenas do oeste dos Estados Unidos, que viviam nas planícies e na orla das florestas.
A flauta nativa americana, também conhecida simplesmente como NAF, acabou conquistando certa fama no mundo, por ter um som bem característico, elegante, e relaxante, sendo usada em uma gama variável nas músicas da New Age e da World Music.
Este instrumento é especialmente tocado pelos índios norteamericanos, por se tratar como parte de sua cultura raiz. Mas ultimamente muitas bandas têm agregado o som da flauta a outros gêneros musicais.
Mas agora, com o reconhecimento do instrumento por boa parcela do meio musical, a flauta NAF está sendo muito apreciada como instrumento livre, tocada só ou acompanhada com outros instrumentos, ou somente com o canto e com vocals.
É um instrumento originalmente muito pessoal. De acordo com alguns membros, a música era tocada na maioria das vezes como meio de se conquistar uma companheira, nos rituais de curas, nas meditações e principalmente nas comemorações entre os grupos.

Conhecendo um pouco a origem das NAF’s
De acordo alguns chefes indígenas, as flautas nativa americanas eram tocados com a intenção de se conectarem emocionalmente com os ritmos da natureza. "Até pouco tempo, comenta - a força que emanava da Mãe Terra dominava nossas vidas; e muitos de nós acabamos por perder o contato com os níveis mais elevados da consciência; no entanto, ao tocar a flauta nativa, é fácil despertarmos o sentimento de intimidade que no liga ainda com a Mãe Terra. "
Muitas são as histórias e lendas em que os povos nativos contam a respeito de sua origem e de como essa flauta chegou às suas tradições.
A origem da flauta é um mistério, embora sabemos que ela foi usada para diversas funções, tais como a cura, etc. A maior parte da história é desconhecida e o pouco que sabemos vem da tradição oral; muitas pessoas, especialmente na área formal ou acadêmica, não tomam isso como uma fonte de informação histórica rigorosa e completamente verídica.
Um personagem comum, contado por muitos para a origem da NAF, é o do pica-pau. 

Nesta história, a ave, enquanto procurava larvas e cupins nas árvores secas ou nos galhos ocos, perfurava aqui e acolá, deixando várias perfurações em determinado galhos. O vento então soprava em torno destes ramos, e muitas pessoas notavam que surgiam sons distintos, eventualmente diferentes do que o vento produzia na maioria das árvores. Então, ao se observar mais de perto a causa destes sons diferentes, o interesse foi geral!
Outra forma, bem poética e romântica, foi contada pelo respeitável ancião Lakota, Urso Marrom (Phil Lane), poucos meses antes dele fazer sua passagem para o mundo espiritual:
“- Há muito tempo atrás havia um jovem que estava muito interessado em uma bela virgem da tribo. Ele estava sempre tentando chamar sua atenção, mas ela nunca o notava. Sempre que ela estava presente, ele montava em seu cavalo com orgulho, mas nada chamava a atenção dela. Um belo dia, quando a bela jovem e outras meninas estavam tomando banho no rio, o jovem começou a mergulhar por entre as rochas que atravessam o rio, para mostrar quão corajoso ele era, mas novamente ela o ignorou...
Entristecido e sem esperanças, o jovem adentrou na floresta e sentou-se na base de uma árvore Cedro, morto há muito tempo. Enquanto estava sentado, pensando sobre a sua amada, um sábio pica-pau pousou em um galho oco que estava sobre sua cabeça - o galho tinha sido escavado ao longo do tempo pelo vento. O pica-pau então começou a fazer buracos com seu bico em torno do galho... Toque, toque, toque... Ao longo do galho oco. Toc, toc, toc... Com as bicadas do pica-pau, o galho se partiu e caiu ao lado do jovem; o sábio vento então soprou sobre este galho oco com buracos, e então o jovem percebeu vozes musicais provenientes daquele galho. Admirado, ele levou o galho consigo, e com o passar dos dias foi descobrindo que ao cobrir alguns furos com os dedos, e assoprar em uma as extremidades do galho, imitando a passagem do vento, poderia criar melodias belas, tristes, felizes, para coincidir com os sentimentos do seu coração!
Sentou-se por um tempo isolado e inventou as melodias mais profundas e comoventes!

A bela moça, certo dia, ouviu músicas que vinham da floresta. O som era tão comovente que tocou no fundo de seu coração. Ela foi seguindo aquela música pela floresta, quando viu sentado ali na base da árvore Cedro, a primeira flauta sendo tocada, criada pelo Pica-pau, o pássaro escultor.
Enquanto ouvia, ela se apaixonou e se entregou por amor jovem. Os dois saíram de mãos dadas e, foram felizes para sempre...

A lenda também diz que ao conquistar seu grande amor através do som da flauta, ela deverá ser guardada e nunca mais tocada. Caso contrário sempre estará atraindo um novo amor...”
Portanto, com uma forma poética e sonhadora de descrever este processo, muitos indivíduos atribuem o desenvolvimento da flauta a esta história.
Há, porém, aqueles que defendem que a flauta foi um instrumento trazido por outros povos, de determinadas “localidades”, para trazer conhecimentos ou se instalarem nas terras onde os índios viviam, após algumas mudanças ocorridas em seus lugares de origem…
A teoria mais comum, defendida pelos estudiosos, é que ela foi desenvolvida pelos Antigos Pueblo-Povos (Oasisamerica), com a "flauta Anasazi", baseado nas análises dos desenhos de flauta feitos nas cavernas mesoamericanas do sul.
flauta anasazi
A flauta nativa mais antiga existente foi feita de madeira. Foi descoberta pelo aventureiro italiano Giacomo Constantino Beltrami, em 1823 durante pesquisa histórica nas cabeceiras do rio Mississippi. O achado faz parte agora da coleção do Museu Civico Di Scienze Naturali em Bergamo, na Itália.
Foram achadas também, flautas feitas da cana-de-rio, podendo ser uma das mais antigas; esta se encontra na coleção do Museu Coleções da Universidade de Arkansas, Fayetteville. Foi recuperado em 1931 por Samuel C. Dellinger e recentemente identificado como uma flauta NAF por James A. Rees, Jr. da Sociedade Arqueológica Arkansas. O artefato é conhecido coloquialmente como "A Flauta Breckenridge", e é provável que date entre 150-1350 a.C.
Outra lenda popular é o do Kokopelli.

Os nativos americanos do sudoeste, consideram o Kokopelli como o Deus da Fertilidade. É também um antigo deus dos índios Hopi.
Kokopelli é um flautista corcunda (que remonta há 3000 anos, quando as primeiras pinturas rupestres foram esculpidas) onde sua música trouxe prosperidade para o povo e para a terra. Ele é representado pelos Hopi, caminhando, geralmente representado com antenas acima de sua cabeça e soprando uma flauta. E em sua corcunda, contém sementes que são regadas com a chuva atraídas pelo som de sua flauta. Em outras tradições, porém, Kokopelli é muitas vezes representado com uma ereção ao invés da flauta. Isto é um simbolismo representando que Kokopelli traz fertilidade.
Sua música simboliza a transição do inverno para a primavera, trazendo a chuva que faz crescer as colheitas.

Arte rupestre de Kokopelli
Como são construídas as flautas NAF's
Existem muitos estilos de flautas, dependendo da região. Eram fabricadas de diferentes materiais, como bambu, cana, osso, madeira ou cerâmica. Hoje a grande maioria são feitas de madeira, com cedro aromático, que é mais precioso. O correto que os artesões sejam conscientes e produzam suas flautas com madeiras provenientes de plantações regulamentadas, utilizando produtos não-tóxicos para no acabamento.
Existem dois tipos de flauta nativo americana: a flauta das planícies e a flauta das florestas. Cada uma possuindo característica própria, com uma construção ligeiramente diferente uma das outras.
A flauta nativa americana é a primeira flauta do mundo construída com duas câmaras de ar - há uma parede no interior da flauta entre o topo da câmara e na parte inferior da câmara tem o apito e os furos para as notas. A câmara superior serve como um ressonador secundário, o que dá o som distinto da flauta. Existe um orifício na parte inferior da câmara de ar (na grande maioria) e uma abertura quadrada na parte superior da câmara logo abaixo do bocal. Um bloco (ou um fetiche, como um totem)
A flauta nativa americana é a primeira flauta do mundo construída com duas câmaras de ar - há uma parede no interior da flauta entre o topo da câmara e na parte inferior da câmara tem o apito e os furos para as notas. A câmara superior serve como um ressonador secundário, o que dá o som distinto da flauta. Existe um orifício na parte inferior da câmara de ar (na grande maioria) e uma abertura quadrada na parte superior da câmara logo abaixo do bocal. Um bloco (ou um fetiche, como um totem)
Desenho esquemático interno de uma NAF
NAF de cedro
O totem é uma figura que sobreposta na parte do apito da flauta. Normalmente, a figura é talhada em madeira ou alguma resina, na forma de algum animal ou imagem, que representa a jornada espiritual de quem toca a flauta.
Na flauta das planícies, o espaçador ou bloco é adicionado, ou um canal é esculpido em um pequeno bloco para formar uma fina corrente de ar fixa nesta abertura quadrada. Em contraste, uma flauta da floresta tem o canal escavado na parte superior da própria flauta, permitindo um som menos alto ou estridente.
Algumas flautas modernas, conhecidas como "drone" (são flautas originalmente de origem asteca) são construídas aos pares, adjacentes, ou seja, há “duas” flautas acopladas uma a outra (atualmente se constroem drone de até três câmaras). Geralmente, uma das câmaras/flauta é tocada com uma nota fixa e na outra câmara se obtêm as notas para que a flauta foi afinada. Essa câmara usa-se como contra harmonia; mais isso não atrapalha a melodia, podendo-se tocar todas as notas na flauta, ao mesmo tempo em que a câmara de uma nota só, sempre ressoando de forma harmônica.
Drone
Drones
Um fato interessante, é que a maioria das NAF’s foi construída tendo como base as medidas do nosso corpo: o comprimento da flauta é proporcional a distância de dentro do cotovelo até a ponta do dedo indicador. O comprimento da câmara de ar superior (onde fica o bocal), bem como a distância entre o apito e primeiro furo, a largura de um punho. A distância entre os furos seria a largura do polegar, e a distância a partir do último furo para o fim do corpo da flauta, seria o da largura do punho.
Um fato interessante, é que a maioria das NAF’s foi construída tendo como base as medidas do nosso corpo: o comprimento da flauta é proporcional a distância de dentro do cotovelo até a ponta do dedo indicador. O comprimento da câmara de ar superior (onde fica o bocal), bem como a distância entre o apito e primeiro furo, a largura de um punho. A distância entre os furos seria a largura do polegar, e a distância a partir do último furo para o fim do corpo da flauta, seria o da largura do punho.
Na maioria das flautas NAF’s, são criadas com cinco ou seis furos, mas podem existem instrumentos com sete buracos, incluindo um buraco para o polegar. Vários fabricantes empregarão diferentes escalas e digitações para suas flautas, mas sempre usando o sistema pentatônico.
As flautas que apresentaremos serão de seis furos.
Materiais utilizados
Há vários materiais que se pode usar para fabricá-las. Cedros-da-madeira ou cedros-das-canárias, madeira vermelha e outras são os mais populares, porque fornecem um aroma agradável. As madeiras macias são as preferidas pelos flautistas, porque fornecem sons mais suaves pela densidade da madeira.
Cedro (anéis de cedro)
Algumas madeiras mais duras, como a noz e cereja, são apreciadas pela riqueza clara, nítida, do som que elas podem produzir. Tradicionalmente, embora as primeiras flautas fossem feitas de cana-de-rio, bambu ou madeira local, as madeiras de florestas tropicais, e as de bambu, ou plástico são atualmente usados.
Questões legais e venda ilegal
Pelos esclarecimentos que obtive, comercialmente nos Estados Unidos, apenas as flautas feitas pelos índios nativos da federação e devidamente reconhecidos, são considerados artesãos aprovados ao comércio das mesmas, ou seja, apenas as flautas que saem dos membros indígenas é que são consideradas as autênticas flautas nativas americanas. Sendo que os EUA consideram ilegal para qualquer outro fabricante, que não seja nativo, conotar a flauta com o “Flauta Nativa Americana”, ou reivindicar o direito com tal para suas flautas (de acordo com a lei de 1990, feita para a manipulação das Artes e Artefatos dos Nativos Americanos).
Esta Lei torna crime à deturpação de tal ocorrência. Os não nativos (descendentes afastados ou pessoas de outros nacionalidades), se queiram produzir as flautas, devem incluir que as mesmas são fabricadas ao "estilo" das flautas nativas americanas, não podendo, portanto atribui-las como NAF’s, no termo propriamente dito.
As NAF’s são muito fáceis de se tocar.
Possuem um sonho atraente e místico, mas fornece ao instrumentista uma incrível facilidade na utilização. A partir de uma nota de base (o tom) se dispõem os orifícios sem seguir o seu nível natural, com uma pentatônica harmônica.
Assim, praticando corretamente a vedação dos furos, imediatamente se cria melodias que são gerados a partir de nosso estado anímico, ou de nosso coração, como muitos gostam de dizer.
Para facilitar o aprendizado, algumas flautas possuem o furo central coberto com uma tira de couro para facilitar a utilização do instrumento, por serem pentatônicas (mais adiante explicaremos o motivo). Quando a pessoa se encontra mais hábil na manipulação, retira-se a tira que a cobre.
As culturas nativas não criaram partituras escritas. As músicas espirituais e técnicas do instrumento foram sendo passadas dos mais velhos aos jovens, seguindo rituais disciplinados. A ideia era experimentar com os sons da natureza, e tentar imitá-los.
As culturas nativas não criaram partituras escritas. As músicas espirituais e técnicas do instrumento foram sendo passadas dos mais velhos aos jovens, seguindo rituais disciplinados. A ideia era experimentar com os sons da natureza, e tentar imitá-los.
As atuais NAF’s estão em sintonia com uma variação da escala pentatônica menor, dando ao instrumento o som bem característico e até melancólico. Alguns fabricantes começaram recentemente a experimentar nas NAF’s diferentes escalas, dando aos instrumentistas novas opções melódicas.
Além disso, as flautas modernas estão sintonizadas nas chaves de concertos em geral (como A ou D), de modo que elas possam ser facilmente reproduzidas junto a outros instrumentos. As chaves-raiz das modernas flautas NAF’s abrangem uma gama de cerca de três oitavas e meia, de C2 a A5.
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Fontes:
http://aumagic.blogspot.com.br/2012/09/a-flauta-nativa-americana-naf.html
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